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Poderíamos facilmente renomear este post para “Facebook 2018: o que esperar?”, porque é o que muitas empresas estão se perguntando depois do anúncio de Mark Zuckerberg.

O fato é que algumas mudanças foram anunciadas em janeiro, e isso está gerando receio entre empresas e agências que já tinham uma estratégia de marketing digital traçada para essa rede. Contudo, é preciso ter calma e saber interpretar as transformações antes de agir.

Então, vamos lá! Se você quer entender as mudanças no Facebook e como elas vão afetar seu negócio, ou está curioso sobre o que levou Zuckerberg a implementá-las, siga lendo. Vamos responder cada uma dessas dúvidas ao longo deste artigo.

 

1. Entendendo as mudanças no Facebook

As mudanças estão basicamente relacionadas ao News Feed, ou Feed de notícias. Segundo o anúncio de Zuckerberg, algumas atualizações na forma como o News Feed é alimentado já foram implementadas em 2017, porém levará meses até que esses novos direcionamentos atinjam todos os usuários.

O que acontece que é a partir dessas atualizações, o Feed de notícias se tornará um espaço menos público, priorizando conteúdo mais pessoal e relevante para cada membro. O que queremos dizer com isso? Bem, que a interação entre usuários terá um ranqueamento mais alto do que a interação usuário-página ou usuário-anúncio.

Por isso, terão mais visibilidade postagens e interações entre familiares e amigos, e não páginas de empresas, negócios e produtos, como vinha acontecendo.

Mas como isso é possível?

De acordo com a equipe do Facebook, por meio das ferramentas de ranqueamento, a plataforma consegue prever as postagens com as quais os usuários mais têm probabilidade de interagir, ordenando-as por relevância. Amigos pedindo recomendações de destinos para viagem, por exemplo, são vistos como conteúdos geradores de interações mais significativas do que o lançamento de um novo perfume por meio de um anúncio pago.

 

2. Analisando os fatores que levaram à transformação

O debate em torno das notícias falsas, as “fake news”, tomou uma proporção global com a especulação de que elas teriam alterado o resultado das eleições americanas, levando Donald Trump à presidência. Perturbador, certo?

Muitas pessoas começaram a questionar o Facebook sobre medidas para prevenir a veiculação desse tipo de conteúdo.

Além disso, há tempos que a rede social recebe reclamações sobre a invasão de marcas e produtos no Feed de notícias de seus usuários. O que acontece é que, ao abrir uma conta e um perfil na rede social, cada usuário concede algumas informações pessoais, que são usadas pelas empresas para mapear seu público-alvo e bombardeá-lo com conteúdo promocional.

O resultado dessa dinâmica é que o Feed de notícias ficou apinhado de anúncios e propaganda, o que gerou controvérsia sobre o propósito da rede criada por Zuckerberg.

 

3. Prevendo o impacto das mudanças em seu negócio

Você anuncia pelo Facebook? Já tem uma estratégia de marketing delineada para essa rede? Se sim, seus planos terão que mudar. Isso porque publicações de páginas de empresas e anúncios pagos perderão relevância e sua visibilidade diminuirá consideravelmente.

Vamos imaginar que sua empresa tenha uma página, e que você decidiu anunciar nela um novo produto. A única chance desse conteúdo aparecer no Feed de seus seguidores é ele gerar engajamento positivo, com debates e trocas de ideias orgânicas entre usuários.

Aqui, você pode argumentar: “É só criar uma frase provocativa para o post e induzir os usuários a comentarem”.

Saiba que não é bem assim! O Facebook considerará esse tipo de estratégia como “engagement-bait” e a postagem perderá pontos de ranqueamento, sendo rebaixada.

 

4. Analisando o significado da mudança

Vale dizer que o pessoal do Facebook sabe que o número de acessos diminuirá. Ou seja, eles estão cientes desse efeito cascata. Seu argumento é que, apesar desse fenômeno, o tempo gasto na rede será melhor aproveitado.

Aqui, portanto, gostaríamos de propor um exercício de reflexão: para você, qual é a proposta do Facebook?

Vamos lá. Feche os olhos e reflita. Pense em como a rede social começou, por volta de 2003. Se você assistiu ao filme de David Fincher em 2010, essa não deve ser uma tarefa difícil.

O Facebook se propõe a conectar pessoas, correto?

Com as mudanças anunciadas, essa proposta fica bem evidente. Zuckerberg está literalmente priorizando a experiência do usuário sobre seu potencial consumidor.

Nos últimos anos, a rede havia assumido uma postura diferente, capitalizando em cima da conexão proporcionada e permitindo que as empresas fizessem o mesmo. Essa dinâmica acabou por reproduzir um modelo de marketing praticado no século 20, baseado na imposição de mídias, no excesso de anúncios e em investidas promocionais agressivas.

O Facebook 2018 abandona esse modelo e se aproxima da filosofia Inbound! Descubra como a seguir.

 

5. Projetando soluções para o futuro

As empresas e as páginas corporativas continuam bem-vindas na rede, porém precisarão adotar um comportamento muito mais contemplativo e dialógico.

Quer manter uma página? Caso publique conteúdos interessantes, seu seguidor irá até você, e não o contrário.

Isso significa que conseguirá se destacar a marca que, assim como o Facebook, priorizar a experiência do usuário e criar um engajamento verdadeiro, profundo e significativo. Esqueça postagens de atração e captação de acessos, com chamadas sensacionalistas e deterministas — os famosos click-bait. Essa dinâmica logo logo ficará para trás.

A rede criada por Zuckerberg está liderando pelo exemplo. Perceba essa estratégia e saiba utilizá-la a seu favor. Se sua empresa deseja se manter relevante no Facebook do futuro, deverá encontrar maneiras de melhorar a “usabilidade” do tempo que os usuários gastam nela.

Tudo que seguir um caminho diverso tenderá a desaparecer.

Gostando ou não das mudanças, elas estão sendo implementadas e começarão a surtir efeito já no primeiro semestre deste ano. A postura mais proativa que você pode tomar nesse caso é se informar acerca delas — como está fazendono momento, portanto, parabéns! — e procurar maneiras de se adaptar.

Mais do que nunca, o Inbound Marketing pode ajudá-lo nessa tarefa!

E você, o que achou dessa mudança? Compartilhe as suas ideias comentando este post!

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